quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

6º dia - San Pedro de Atacama














Hoje passamos o dia no hotel descansando.
Estou com muito sono então vou deixar para escrever sobre hoje amanhã.
Por hora vou colocar apenas o restante do roteiro, pois muitas pessoas estão perguntando pra onde vamos, fiquem cientes de nosso roteiro daqui pra frente:

15/01 - San Pedro de Atacama - Copiapo (Via Antofagasta)
16/01 - Copiapo - Santiago de Chile
17/01 - Dia livre em Santiago de Chile (descobrimos hoje que haverá eleições pra presidente neste dia)
18/01 - Santiago - Mendoza
19/01 - Dia livre em Mendoza
20/01 - Mendoza - Buenos Aires
21/01 - B.A. - Colonia (Ferry Boat - Buquebus) - Punta del Este
22/01 - Dia livre em Punta
23/01 - Punta - Florianopolis
24/01 - Florianopolis - RJ (de volta a casa)

Já rodamos até agora: 4045 km em 38:11hs de deslocamento, uma média de 106km/h.
Ja gastei 289 litros de gasolina. Por sorte aqui e na Argentina a gasolina é bem barata.
Estou com uma média de 13,9 km/litro.

Amanhã postaremos as historias de hoje, sobre o SPA, Chefe Touro Sentado e as festas clandestinas.

Fotos - Muitas fotos




























5 dia - San Pedro de Atacama - A saga
















Vamos lá:

Saimos do hotel em Purmamarca no horário previsto.
Combinamos de sair as 07 da manha e cumprimos o horario.
Chovia fino e fazia frio.
Todos com suas roupas de chuva.
Iniciamos a subida com o Mario à frente.
Ele havia dito que queria tirar muitas fotos e cumpriu o prometido.
Parava a todo momento para uma fotinho.
O Nelinho nem descia mais da moto.
Realmente a paissagem é lindissima.
Quando chegamos aos 3500 mtrs entramos na camada de nuvem e fomos assim até os 4300 mtrs. A temperatura caiu para 4º e a garoa era tão densa que eu em terceiro na fila não via o Mario na frente. Só enxergava o pisca alerta do Nelinho à minha frente. Todos levavamos os piscas ligados. A velocidade que andavamos caia aos 20km/h.
Subiamos lentamente. A garoa e as pedras que desciam para o alfalto complicavam a nossa tocada.
Aos 4300 mtrs chegamos ao alto da camada e o céu ficou azul.
A camada abaixo de nós. Viamos as nuvens, mas não tinhamos a vista do vale.
Nesse ponto a moto do Luciano entrou na reserva.
Ainda faltavam uns 80 km pra chegarmos ao próximo posto e a moto dele já pedia gasolina.
Ficamos preocupados, mas achamos que indo mais devagar daria para chegar, na pior das hipoteses tirariamos gasolina da moto do Mario e passavamos pra do Luciano.
A minha moto e a do Nelinho, que também são GS iguais a do Luciano não estavam na reserva, então achavamos que daria pra chegar. A Adventure do Mario tinha meio tanque.
A moto do Luciano deu 0km de autonomia no computador de bordo.
Depois de uns 5 km com o computador dele piscando no 0km de autonomia o Mario parou com ele e trocaram de motos.
O Mario mais leve e mais experiente no acelerador deveria fazer o pouco que restava no tanque render um pouco mais.
Nas descidas ele desligava a moto no corta-contato e ligava nas subidas.
Chegamos no posto no sopro do tanque.
Enchemos os tanques e paramos para tomar uma agua.
Já não havia nuvens e não sentiamos tanto frio.
Partimos para a fronteira. Mais 121 km.
Chegamos ao Paso de Jama e paramos para abastecer de novo.
Chegamos à fronteira da Argentina.
O guarda nos mandou parar à direita no sol.
Um sol de rachar.
Deixamos tudo nas motos e partimos com as pastinhas com os documentos para a casinha da Imigração.
Nesse ponto nossa apreensão aumentou pois chegava a hora da verdade: O Luciano ia preso, voltava pra casa ou seguia viagem.
Entramos numa fila com umas 20 pessoas na nossa frente.
Ficamos na fila no sol.
O Nelinho com a roupa toda de chuva ainda, que não tirou por preguiça começou a sentir os efeitos da falta de oxigenio por causa da altitude, afinal estavamos a 4300 mtrs do nível do mar.
Quando conseguimos entrar na casa onde era a imigração o Nelinho sentou-se num banquinho e abaixou a cabeça e o Mario disse: o velhinho tá mal.
Nisso o Mario viu uma sala com uma placa que dizia Primeiros Socorros.
Lá dentro tinha um velhinho agarrado num cilindro de oxigênio.
O Mario pegou o Nelinho pelo braço, ajudando-o para não cair e o levou até a tal salinha.
Quando o velhinho que estava saiu o Nelinho grudou na mascara e ficou ali bem uns 10 minutos respirando aquele arzinho. Oxigenio puro. Ele ficou tanto tempo que se formou uma outra fila, a fila do oxigenio.
Nisso o Luciano vendo a animação com que o Nelinho saiu do oxigenio falou: eu tambem quero essa porra!
E ficaram os 3 três lá salinha revesando no oxigenio.
Eu na fila e eles tirando onda no oxigenio.
A fila não andava, nem pra imigração nem a do oxigenio.
Daí chegou uma mulher da imigração que estava em horario de almoço e a fila finalmente andou.
Por acaso ela cortou a fila bem na nossa frente.
Chamou o Mario.
Iniciamos os procedimentos e deixamos o Luciano em terceiro para checarmos como funcionavam as coisas antes dele passar pela prova de fogo.
Primeiro foi o Nelinho, depois o Mario e eu e o Luciano entramos juntos pra eu ajudar com o portunhol dele.
Estavamos um pouco apreensivos, pois não sabiamos o que iria ocorrer.
Daí a mulher da imigração pediu a ele os documentos.
Quando ele sacou da pastinha a tla carteira de identidade, impressa no hotel em Correientes, plastificada em Cafayate ficamos olhando pra cara da mulher e ela disse: cadê o boleto carimbado na entrada?
Gelamos. Não tinhamos.
Não respondemos por uns segundos e ela disse: se perdeu vai ter que pagar uma multa de PS$ 100,00 (são R$ 50,00 mais ou menos) e prontamente respondemos: perdeu. É isso! Ele perdeu. Onde ele paga a multa.
A mulher ficou muito a contra-gosto mas indicou o local para ele pagar a multa.
Eu fiz o meu procedimento e sai.
E ficamos todos aguardando que ele saisse.
Quando eu cheguei do lado de fora da casinha o Mario estava de papo com uns brasileiros que estavam indo para o Paso de Francisco ou para o Paso de Aguas Negras a caminho de San Pedro de Atacama.
Nisso um dos brasileiros ali perguntou se alguem era da Autokraft. Imediatamente o Mario se identificou.
Aí o cara disse: só compro minhas motos com o Guilherme na Autokraft. Sou do sul, Porto Alegre, e compro sempre lá. Já comprei 3 motos com o Guilerme e o meu irmão outras tantas.
O Mario se encheu. Tá vendendo moto até pro sul.
O cliente disse que adorava o atendimento do Guilherme.
Imediatamente o Mario sacou de seu telefone ligou para o Guilherme, mas o sinal era fraco e não completava.
Nisso chega o Luciano e diz: tudo safo. Vou tomar um chá de coca. Agora acabou a minha saga, estou com a moto leve, documentado e não tenho mais problemas.
Fomos para as motos e o Luciano para o Kiosko tomar o tal chá de folha de coca.
Partimos para o Chile.
Perdemos duas horas na alfandega de Paso de Jama.
Mal subimos nas motos o Mario para numa placa Bien Venido a Chile.
Tiramos fotos.
Andamos mais 500 mtrs e ele para em outra placa.
O Nelinho nem desce mais da moto.
Foto.
Partimos com o Nelinho dando esporro no Mario: assim a gente não chega nunca! Chega de foto porra.
No Chile continuamos subindo.
Chegamos aos 4800 mtrs de altitude.
O Mario parou. Outra placa com altitude e o Mario tirando foto.
Quando pensavamos que iriamos começar a descer entramos no Altiplano Andino e passamos os próximo 120 km andando entre 4500 e 4700 mtrs o tempo todo cercado de vulcões extintos.
A vista de uma beleza impressionante e incomum.
Um deserto, cactus, lhamas e vicunhas.
De vez em quando passavam umas construções onde algumas pessoas trabalhavam, ora em minas de sal ora em olarias, fazendo tijolos que se usam aqui na contrução das casas.
Tudo parece feito com esse material.
Realmente tudo é dessa cor. Acho que construiram tudo por aqui com esses tijolos.
O vento era impressionante.
As motos andando de lado.
Pelo menos o vento era mais constante e as motos não sacudiam tanto.
Chegamos à San Pedro de Atacama às 16:00hs.
Fomos pra outra aduana.
Isso é interessante: a aduana do Chile não fica na entrada do país, fica 120km depois da fronteira, já em San Pedro, afinal quem vai ficar pelo deserto vagando.
Dessa vez estavamos mais confiantes. O Luciano já havia passado com sua identidade pela fronteira da Argentina, então a do Chile não seria problema.
Inicamos os procedimentos de imigração e uma burocracia, preenche papel daqui, preenche papel dali e lá vem o cidadão da Agricultura e Animais pra checar as bagagens.
Abre tudo! Disse ele.
O Nelinho na mesma hora falou pro Luciano: agora imagina se tu tá aqui com aquele monte de malas.
No que ele concordou.
Aí o cara chega na moto do Mario: o que tem aqui? Perguntou.
E o Mario: Rrrrrrrrrropa.
E aqui: Rrrrrrrrrrrrropa.
E aqui: Rrrrrrrrrrrropa.
Aí o cara disse: É tudo ropa?
E o Maio: noooooooooooooooo.... aqui sapatos e aqui cremas.
E o cara: então abre que eu quero ver.
Bom... passamos.
Entramos em San Pedro e nos surpreendemos com a cidade.
Uma cidade extremamente rústica.
Feita com material do local e nem um metro de asfalto.
Toda em terra batida parecendo uma cidade do velho oeste daqueles filmes mexicanos.
Dava pra filmar um bang-bang por aqui.
É tudo muito seco. A humidade do ar é extremamente baixa.
Paramos e perguntamos onde poderiamos achar um hotel.
Nos indicaram um.
Eu desci da moto e fui ver.
O cadadão me pediu US$ 120,00 por um cubiculo sem ar condicionado tipo um hostal pra duas pessoas.
Voltei e partimos pra procurar um hotel melhor.
A cidade tem varias ruas fechadas ao tráfego de veiculos, por isso andar por aqui é complicado.
A policia dá muito em cima.
O Mario parou a moto proximo a uma esquina e logo um guarda de moto parou e mandou ele retirar.
Encontramos uns brasileiros de SP e eles disseram que a policia multa por qualquer motivo.
Que numa placa de pare é melhor para mesmo.
Paramos em uma esquina e o Luciano partiu atras de um hotel que nos haviam indicado.
Eu estava irritado pois estava com muita fome.
Não haviamos comida nada até esse momento.
Sentei e disse: não saio daqui. Vou comer.
Quando o Luciano voltou chegou animado com o hotel.
Tinha ar condicionado.
Na verdade é um hotel 5 estrelas e um SPA: http://www.hotelkunza.cl/
Recomendamos. O hotel é ótimo.
Saimos para jantar num restaurante indicado por aqui.
Lá ficamos impressionados com o aprendizado rápido de espanhol do Mario.
Ele pede coca-cola: uma cueca-cuola com diello...
E o Nelinho: Fala portugues Mario.
Ele responde: deixa que tá funcionando meu espanhol....
Amanhã ficamos por aqui...descançando e recarregando as baterias.
Voltamos pra estrada na sexta-feira bem cedo.
Vamos ver o que acontece por aqui e nos vemos online novamente amanha.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

5 dia - San Pedro de Atacama

CHEGAMOS!

Acabamos de nos instalar no hotel: Kunza.
O Luciano que encontrou procurando um hotel que tivesse ar condicionado...hehehe...
Praticamente nenhum tem.
Bom estamos bem e sem incidentes ou acidentes.
Vamos sair pra comer e colocamos as historias de hoje no blog, mas já tivemos noticia de que a luz aqui ontem acabou as 2 da manha.
A cidade parece saida de um filme de ficção... Guerra nas Estrelas ou algo do genero.
Pó e vento. É só o que tem.
Deserto de verdade... hoje fiquei me perguntando: quem foi que inventou essa ideia de vir pro deserto?
Bom, vou sair pra jantar.
Quando voltar coloco os relatos do dia e as fotos de hoje e de ontem (a internet do hotel de ontem era a lenha e as fotos nao subiam nem por reza braba)....

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

4 dia - Mudanças no itinerario
















Hoje acordamos e o Nelinho apareceu cedo pra ajudar o Luciano com o envio das "malas" de volta pro Brasil.
O Luciano saiu cedo com as malas.
Chegando no correio descobriu que só poderia mandar 2 kilos.
Desistiu e voltou.
Quando ele entrou no hotel e o Nelinho viu que ele nao havia mandado nada ele perguntou o que houve.
Dai o Luciano feliz explicou que so poderia mandar 2 kilos.
Nelinho perguntou: dois kilos por caixa ou por pessoa?
Ai ele disse: por caixa.
Nelinho começou a gritar: então volta lá e faz 20 caixas, mas manda essa porra....
O Luciano saiu triste e voltou ao correio.
Passadas duas horas o Luciano nao voltava...
Ficamos preocupados.
Quando ele chegou perguntamos o que houve para tanta demora e ele disse:
Fiquei impressionado com a solidariedade do povo de Cafayate.
Eles montaram uma verdadeira linha de produção e empacotamento de roupas.
A logistica do envio:
O Corrreio nao tinha caixas.
Dai ele saiu e foi a papelaria.
Na papelaria nao havia caixas suficientes.
Então ele abria a mala e tirando as roupas passava a roupa para a mulher do dono da papelaria que por sua vez corria ate a quitanda da esquina pra pesar a roupa que nao poderia passar de 2 kl.
Quando ela conseguia o peso certo ela voltava e passava a caixa para o marido dela fechar com fita adesiva.
Dai ele devolvia ao Luciano que escrevia os endereços para o envio.
Até que se acabaram as caixas.
Daí ele foi até a farmacia arranjar mais caixas.
O farmaceutico informou que tinha acabado de jogar as caixas fora.
O funcionario da farmacia correu e pegou as caixas de volta do lixo.
O Luciano voltou à papelaria e com a mesma logistica terminou o serviço.
No final foram 11 caixas de roupas, ou seja, 22 kilos de inutilidades.
De volta ao hotel estavamos todos prontos.
O Luciano estava agora com a identidade impressa e plastificada.
Agora está igual à sua original.
Vamos ver o que acontece na fronteira do Chile amanhã.
Aguardem novidades.
Nesse meio tempo eu estava no hotel checando nosso roteiro do dia quando conseguimos o telefone da Gendarmeria (a policia local) no Paso de Sico onde passariamos que é todo em ripio e terra pra confirmar se estava transitavel. Qual nao foi nossa surpresa quando o guarda afirmou que estava tudo bem no Paso, mas que a estrada que pegariamos para chegar até lá nao existia.
Estava debaixo d'agua. Chovera muito nos ultimos dias e formam-se rios em trechos normalmente transitaveis, com isso a estrada fecha.
Tivemos que mudar o roteiro a muito contra-gosto.
Trocamos nossa passagem para o Paso de Jama, que é em asfalto.
Não é o que queriamos, mas nesse momento é o que dá pra fazer. Afinal não podemos ficar aqui esperando que não chova pra passamos ao Atacama.
Com isso nossa parada de almoço passou para Salta e nosso pernoite para Purmamarca em um hotel spa.
Saimos as 13hs.
Sao apenas 400 km hoje.
Logo assim que saimos rodamos uns 50 km por um deserto e ventava muito.
O vento sacudia as motos. Muito.
Tivemos que reduzir a velocidade para proximo dos 60 por hora em alguns trechos que mal dava para continuar.
A areia pegava nas motos e lavava com um barulho preocupante.
Até que, apos uma curva, abriu-se uma vista impressionante.
Imediatamente o Mario sinalizou para pararmos para uma foto.
Ao parar o Mario escorregou o pé e deixou a moto deitar para a direita.
Eu estava entrando para parar ao lado dele e quase fui junto.
Ele gritava: sai...e eu respondia...calma que eu vou cair....perai...
Consegui andar pra trás e ele saiu da moto e queria levantar ela sozinho.
Ledo engano...a moto nem se mexeu.
Com todo aquele peso é impossivel uma pessoa sozinha levantar a moto.
Descemos todos das motos e o ajudamos a por a moto de pé.
Ele passou os 5 minutos seguintes examinando a moto...
Por sorte nada aconteceu...exceto uns adesivos arranhados que ele havia colocado propositalmente pra proteger a moto. O coxinha estava adivinhando.
Continuamos...
Nesse ponto estavamos rodando num deserto, a uns 35, 40º.
Dai para baixo a temperatura só diminuiu.
O tempo fechou e começou a chover...o Mario gritava no radio: porra, tá frio!!!
Nao consigo fechar as entradas de ar do casaco e a agua começava a escorrer pela barriga gelando e fazendo ele entrar em desespero.
A temperatura caiu para 12 graus.
Começou uma névoa.
Chovia copiosamente.
O frio era de cortar....
Estavamos todos sem proteção pra chuva, afinal tinhamos saido do deserto...40º.
Paramos em Salta para comer e colocamos as roupas de chuva.
Continuamos para Purmamarca e subindo o frio só aumentava...
O frio chegou aos 9 graus, mas nesse momento já estavamos todos com roupas de frio e chuva.
Chegamos ao hotel as 19 hs e era dia.
O hotel é lindo!
Vale a visita. Indicamos a quem queira: Hotel La Comarca.
É um hotel SPA e o preço é super justo.
Nem bem largamos as malas partimos para a sauna.
Descobrimos uma piscina aquecida e ficamos de molho por mais de 30 minutos.
Descemos do SPA e fomos jantar.
A comida daqui é maravilhosa.
O Nelinho desceu na adega para escolher o vinho e trouxe uma garrafa de um vinho local safra 2001 maravilhoso.
Comemos, bebemos e vimos dormir.
Amanha chegamos ao nosso objetivo principal: Deserto de Atacama.
Dai pra frente é a volta pelo outro lado. Voltaremos por Mendoza.
Aguardem novidades.
Será que o sem-teto passa na alfandega chilena?
Amanha saberemos.
Até lá.

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Fotos, aproveitem.